
A oposição no Congresso Nacional passou a articular um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O caso tem ampliado a pressão política e provocado debates sobre a conduta e a ética no âmbito da Suprema Corte.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, mensagens com recurso de “visualização única” teriam sido enviadas por Vorcaro no dia em que ele foi detido. O conteúdo faria referência a um suposto “bloqueio” relacionado ao caso investigado. O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, nega ter recebido ou mantido qualquer tipo de contato com o empresário.
Diante da repercussão, parlamentares da oposição passaram a cobrar providências no Senado Federal, responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros do STF.
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Cinco deputados formalizaram a iniciativa contra o magistrado: Hélio Lopes, Sóstenes Cavalcante — líder do PL na Câmara —, Cabo Gilberto Silva, Coronel Chrisóstomo e Rodrigo da Zaeli.
O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), informou que pretende protocolar oficialmente o pedido de impeachment no Senado na próxima terça-feira (24). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou como “gravíssimas” as informações divulgadas e afirmou que os diálogos levantam questionamentos sobre a atuação de um integrante da Suprema Corte.
Segundo ele, uma eventual comunicação entre um ministro do STF e um investigado em um caso de grande repercussão comprometeria a imparcialidade exigida para o exercício da função.
“Um ministro do STF não pode manter qualquer tipo de comunicação com investigados em casos dessa gravidade. Isso coloca sob suspeita a imparcialidade que o cargo exige e atinge diretamente a credibilidade das instituições”, escreveu o deputado.
Enquanto isso, o ministro Alexandre de Moraes nega a existência de qualquer troca de mensagens com o empresário Daniel Vorcaro. O caso segue gerando repercussão política e deve ter novos desdobramentos no Congresso Nacional.




