
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, afirmou que o rodoviário citado nas redes sociais não possui envolvimento no caso do desaparecimento da adolescente Thaimiris Pereira. Segundo ele, o homem foi ouvido apenas como testemunha durante o andamento das investigações.
De acordo com o delegado, a linha investigativa aponta que a jovem teria sido morta por vingança, após ser associada a uma denúncia que resultou na prisão de um traficante na região do Jardim das Margaridas. Ainda conforme a apuração, mesmo preso desde o dia 20 de fevereiro por violência doméstica, o suspeito teria articulado o sequestro e a morte da adolescente.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão nesta quinta-feira, sendo um contra um vizinho da vítima e outro contra o traficante já detido. A polícia sustenta que o crime teria sido motivado pela suspeita de que a jovem teria acionado as autoridades durante episódios de agressão.
Sobre o rodoviário, Damasceno esclareceu que ele não integra a linha de investigação. “Ela apenas passou na casa dele e seguiu em outra direção. As câmeras foram analisadas e não indicam retorno ao local”, explicou.
O delegado acrescentou que a jovem pode ter procurado o homem para pedir ajuda ou informar seu destino, por se tratar de alguém conhecido da família, mas ressaltou que essa hipótese ainda é apenas uma suposição.
Ele também reforçou que, em nenhum momento, o rodoviário foi tratado como suspeito. “Ele foi ouvido como testemunha, como ocorre em qualquer investigação. Seria uma surpresa identificar qualquer participação dele no fato”, afirmou.
O diretor do Depon pediu cautela à população diante da circulação de informações não confirmadas. Segundo ele, é fundamental que as investigações sejam conduzidas pelas autoridades competentes, evitando julgamentos precipitados e possíveis atos de violência.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



