
O fundador da Associação dos Cornos Rondonienses (Ascron), Pedro Soares da Silva, morreu aos 66 anos após sofrer um infarto, em Porto Velho (RO). Conhecido nacionalmente pela criação da entidade, ele liderava um grupo que chegou a reunir cerca de 15 mil associados em todo o país.
Servidor público por 39 anos na Câmara Municipal de Porto Velho, Pedro ganhou notoriedade ao transformar uma experiência pessoal de traição em um projeto de acolhimento. A associação foi fundada em 1982, após um episódio marcante em sua vida, quando decidiu criar um espaço de apoio para pessoas que enfrentavam situações semelhantes.
Ao longo dos anos, a Ascron se destacou por oferecer suporte psicológico e orientação jurídica gratuita aos membros, além de promover encontros e reuniões em momentos delicados. Segundo Pedro, a comunidade era democrática, sem distinção de classe social, gênero ou orientação sexual.
O apoio jurídico era um dos pilares da entidade, especialmente em casos de separação e divisão de bens. A atuação da associação também teve relevância social ao incentivar a resolução pacífica de conflitos, em um período em que casos de violência motivados por traição eram mais comuns.
Com o crescimento da associação, Pedro Soares passou a participar de programas de televisão e eventos públicos, ampliando a visibilidade do grupo em todo o Brasil.
Ele estava internado desde o dia 21 de março no Hospital Central de Porto Velho, onde faleceu no último domingo (29). Pedro deixa mãe, filha, seis irmãos e a companheira, Conceição Costa, que o descreveu como uma pessoa “maravilhosa e contagiante”.
Sem o seu presidente vitalício, a família informou que a Associação dos Cornos Rondonienses deverá encerrar suas atividades.




