Estudantes desenvolvem chocolate de baixo índice glicêmico voltado para pessoas com diabetes tipo 2

Produto chamado Chocomed utiliza ingredientes com compostos bioativos e busca oferecer alternativa mais segura para consumo de chocolate por diabéticos.

Foto: Ascom/Secti

Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas, localizado no município de Ipiaú, no interior da Bahia, desenvolveram um chocolate com baixo índice glicêmico voltado para pessoas com diabetes tipo 2. O produto, denominado Chocomed, foi criado com o objetivo de possibilitar o consumo de chocolate de forma mais segura e saudável para quem precisa controlar os níveis de glicose no sangue.

O projeto foi orientado pelo professor Lucas Santos, pós-doutor em Educação Científica, que destacou os benefícios dos ingredientes utilizados na formulação. “Esses componentes [do chocolate] apresentam compostos bioativos que, segundo estudos científicos, podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, além de fornecer nutrientes importantes ao organismo”, afirmou.

Participaram do desenvolvimento os estudantes Adígena Brandão, Elias Dantas e Lívia Bispo, que ressaltaram a importância da valorização da cultura regional na criação do produto. Segundo o grupo, parte dos ingredientes utilizados, especialmente o cacau, é abundante na região do Médio Rio das Contas, o que fortalece a economia local e incentiva o aproveitamento de recursos territoriais.

“Parte dos ingredientes utilizados, como o cacau, é abundante na região do Médio Rio das Contas, o que fortalece a proposta de valorização territorial. Além disso, foram explorados ingredientes alternativos com potencial funcional, ampliando o valor nutricional do produto”, destacaram os estudantes.

O Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores mercados consumidores de chocolate do mundo. No entanto, pessoas com restrições alimentares, como portadores de diabetes tipo 2, muitas vezes precisam evitar doces tradicionais devido aos impactos na glicemia. A pesquisa foi desenvolvida dentro do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação, em parceria com a Escola de Pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).