
A Prefeitura de Jiquiriçá restringiu o acesso à Cachoeira dos Prazeres, que passa a funcionar apenas aos domingos e com cobrança de ingresso. A medida já está em vigor e ocorre após a concessão do espaço à iniciativa privada.
A decisão tem gerado repercussão entre moradores, que temem a limitação do acesso a um patrimônio público e possível elitização do local. Também há preocupações sobre a preservação ambiental e a manutenção das práticas culturais ligadas ao uso tradicional da área.
O Ministério Público da Bahia acompanha o caso para verificar o cumprimento do Plano de Manejo e possíveis restrições indevidas ao acesso da população.
A administração da área foi concedida ainda na gestão do ex-prefeito João Fernando Alves, conhecido como Cascalho, por um período de 10 anos, com validade até 2034.
A empresa responsável é a RDS Serviços Ltda., contratada por R$ 789 mil para organizar o fluxo de visitantes e manter a infraestrutura do local.
O modelo prevê melhorias estruturais, como adequação de banheiros, acessibilidade e reforço na segurança, além de ações ambientais, incluindo controle de visitantes, coleta de resíduos e preservação da mata ciliar.
Com a mudança, foram estabelecidos horários fixos de visitação e restrições à entrada de materiais que possam gerar resíduos, como recipientes de vidro.
O acesso passou a ser tarifado. Para visitantes em geral, o valor é de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Moradores de municípios do Vale do Jiquiriçá e do Recôncavo Baiano pagam R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia).
A medida inclui cidades como Amargosa, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus e Cachoeira. A nova gestão da cachoeira busca conciliar turismo e preservação ambiental, mas segue gerando debate sobre acesso público e uso de bens naturais.



