Lideranças do PMDB defendem que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não compareça na próxima terça-feira (17) ao congresso da Fundação Ulysses Guimarães, centro de estudos da legenda, para evitar desgaste ao partido, de acordo com reportagem do portal G1. Cunha é alvo da Operação Lava Jato por suspeita de participação no esquema de desvio de recursos da Petrobras.
Além disso, é acusado de ter mentido à CPI da estatal ao afirmar que não tem contas bancárias no exterior, após a descoberta de contas na Suíça em que é beneficiário. O presidente da Câmara admitiu ser ?usufrutuário? de ativos no exterior, mas afirmou que não é o ?titular? dessas contas. Cunha ainda responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.
No encontro da próxima terça, os integrantes do PMDB vão discutir alterações no estatuto do partido e propostas para que o Brasil se recupere da crise política e econômica. Vale dizer que, inicialmente, a previsão de pauta era a discussão da eventual saída do partido do governo Dilma Rousseff. A avaliação de senadores e deputados da legenda, que conversaram com o G1, é que a presença de Cunha pode causar desgaste e constrangimentos num momento em que o partido quer usar o encontro para se apresentar como ?protagonista? na retomada do crescimento econômico do país. (Metro1)


