
A Casa Branca divulgou, nesta terça-feira (26), a agenda oficial do presidente Donald Trump sem qualquer previsão de encontro com o senador Flávio Bolsonaro, que está em Washington desde a segunda-feira (25).
A viagem do parlamentar ocorre em meio a um cenário de desgaste político, após a divulgação de áudios que apontam uma suposta negociação financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Segundo informações reveladas pelo The Intercept Brasil, o senador teria tratado de um repasse de R$ 134 milhões para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, aliados de Flávio trabalham para viabilizar o encontro ainda nesta terça-feira, avaliando que uma agenda ao lado de Trump poderia ajudar na recuperação da imagem do senador. A articulação é vista como estratégica dentro do PL, segundo declarou o deputado Cabo Gilberto Silva.
Entre os temas que poderiam ser tratados em uma eventual reunião estão pautas defendidas pelo governo americano, como o endurecimento no combate ao crime organizado, incluindo a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas.
Apesar de aliados minimizarem os impactos da crise, a repercussão já aparece no cenário eleitoral. Levantamento recente do Datafolha indica crescimento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro em uma simulação de primeiro turno, passando de 3 para 9 pontos percentuais.
Na agenda oficial divulgada, Trump tem compromissos como visita ao Centro Médico Militar Walter Reed e reuniões políticas reservadas, sem menção ao senador brasileiro.



