
A influenciadora digital Virginia Fonseca voltou ao centro das atenções após uma reportagem da revista Piauí apontar uma suposta ligação indireta entre um empreendimento que antecedeu a criação da WePink e uma mulher identificada pelas autoridades como associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a publicação, a rede de estética Pink Lash, fundada pelos empresários Samara Martins e Thiago Stabile, teria recebido um investimento de R$ 800 mil de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. Em entrevista à revista, Karen confirmou ter participado da abertura da primeira unidade da empresa.
De acordo com a reportagem, Karen afirmou que o dinheiro investido teve origem na venda de um veículo pertencente ao então marido, apontado por investigações policiais como liderança da facção criminosa na Baixada Santista.
A Piauí relata ainda que Karen participou da operação da Pink Lash nos primeiros anos, mas deixou o negócio antes da criação da WePink. Posteriormente, Samara Martins e Thiago Stabile se uniram a Virginia Fonseca e ao empresário Chaopeng Tan para fundar a marca de cosméticos, que alcançou faturamento estimado em R$ 1,3 bilhão em 2025.
Em entrevista à revista, Virginia afirmou que conheceu Karen em eventos ligados à Pink Lash e negou qualquer relação com atividades ilícitas. “Não associo pessoas a possíveis envolvimentos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência”, declarou.
A reportagem também informa que Virginia é alvo de uma investigação que apura movimentações financeiras consideradas atípicas em empresas ligadas ao seu grupo empresarial. A apuração busca verificar a legalidade das operações, mas, até o momento, não há acusação formal nem conclusão das autoridades sobre eventual prática de crimes.



