União Europeia suspende importação de carne brasileira a partir de setembro

Bloco europeu alega falta de comprovação sobre regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Imagem; reprodução/TV Globo

A União Europeia oficializou nesta sexta-feira (5) a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o mercado europeu. Com a decisão, as exportações brasileiras de carne para os países do bloco serão suspensas a partir de 3 de setembro.

Segundo a Comissão Europeia, a medida foi adotada porque o Brasil não apresentou informações consideradas suficientes para comprovar o cumprimento das exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Além da carne bovina, a restrição também alcança produtos derivados de aves e equinos, bem como itens como tripas, mel e pescado. Enquanto isso, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem habilitados para comercializar esses produtos com os integrantes da União Europeia.

As normas do bloco europeu proíbem a utilização de determinados antimicrobianos destinados à promoção do crescimento dos animais. Entre as substâncias questionadas estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina.

Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura brasileiro já havia anunciado restrições ao uso de parte dessas substâncias, incluindo a avoparcina e a virginiamicina. No entanto, a União Europeia entendeu que as informações apresentadas pelo país ainda não atendem plenamente aos requisitos exigidos para manutenção da autorização de exportação.

A Comissão Europeia informou que o Brasil poderá recuperar o acesso ao mercado europeu caso demonstre o cumprimento integral das regras estabelecidas. Isso poderá ocorrer por meio da proibição dos antimicrobianos ainda questionados ou pela comprovação de que os produtos exportados estão livres dessas substâncias.

A decisão representa um desafio para o setor agropecuário brasileiro, já que a União Europeia é considerada um dos mercados mais exigentes do mundo em relação às normas sanitárias e de segurança alimentar.