Mãe de menino assassinado pelo pai no Paraná será investigada, diz polícia

A mãe do menino morto pelo pai em Rio Branco do Sul, no Paraná, será investigada, segundo informou nesta quinta-feira (19) a Polícia Civil. O vigilante Daniel Pereira Aires, 43 anos, foi preso na terça-feira depois de confessar que matou o filho de apenas 2 anos. O corpo do menino foi achado no dia anterior, na região da Mata Rural de Assungui.

Segundo o delegado Hertel Rehbein, que investiga o crime, Daniel confessou que matou o filho sozinho, mas ainda é cedo para descartar uma possível participação da mãe do menino no caso. 

“A mãe já foi ouvida. Ela não teve participação nos atos executórios do crime. Ontem (quarta-feira), interrogamos o Daniel e ele negou a participação da mãe na morte do filho. Mas ainda querermos saber se houve participação dela na parte anterior ou posterior ao crime. Vamos apurar se ela contribuiu de alguma forma para esse homicídio”, disse o delegado ao Extra.

Para o delegado, o comportamento da mãe após a morte do filho é estranho. “Ela em tempo algum se mostrou uma mãe de verdade na questão emocional. Ela não chorou em tempo algum. Ela estava preocupada com o marido, se ele estava bem, se tinha comido… Se for necessário, vamos ouvi-la novamente”, finaliza.

O corpo do menino Erick foi enterrado na manhã de quarta-feira em um cemitério da região.

Mentira e confissãoInicialmente, Daniel afirmou que o filho havia sido morto por dois assaltantes, que teriam se irritado porque o menino não parava de chorar. Os ladrões teriam parado pai e filho para roubar – Daniel saiu com o menino no domingo para passear e só apareceu na segunda, procurando um hospital e contando a história.

A polícia desconfiou da versão. Durante uma caminhada pelo local onde o corpo de Erick foi achado, Daniel acabou confessando o crime. Ele alegou que matou o garoto porque temia perder o emprego e não ter mais condições de sustentar a criança.

“Ele estrangulou o filho. Primeiro, ele tentou matar o menino afogado no rio. Como não conseguiu, ele tirou o menino desfalecido da água e, depois, usou as próprias mãos para pressionar sua glote até matá-lo”, contou o delegado. 

O suspeito não tem antecedentes criminais. Ele também não tem, a princípio, nenhum problema psicológico. A polícia ainda investiga a motivação dada pelo pai para o crime. (Correio)