PF e CGU investigam suspeita de fraude no INSS com declarações falsas de indígenas

Segunda fase da Operação Monã apura esquema que pode ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Monã, que investiga um suposto esquema de fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação apura o uso de declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para obtenção irregular de benefícios previdenciários.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava documentos fraudulentos para solicitar benefícios como aposentadoria rural, salário-maternidade e outros pagamentos administrados pelo INSS.

De acordo com informações apuradas pela jornalista Camila Bomfim, da GloboNews, o esquema pode ter provocado um prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Nesta nova fase da operação, a PF e a CGU buscam aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos e reunir novas provas sobre a atuação do grupo suspeito.

Até o momento, os órgãos responsáveis não divulgaram detalhes sobre a quantidade de mandados cumpridos nem informações sobre os investigados.