ONG ligada ao filme de Bolsonaro terá que explicar R$ 13 milhões em gastos

Prefeitura de São Paulo notificou instituto responsável por contrato de Wi-Fi gratuito e cobra devolução de R$ 906 mil, além de esclarecimentos sobre notas fiscais consideradas suspeitas.

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A Prefeitura de São Paulo notificou o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, para prestar esclarecimentos sobre cerca de R$ 13 milhões em despesas relacionadas a um contrato de R$ 108 milhões para instalação de pontos de Wi-Fi gratuito em regiões periféricas da capital.

Do montante, R$ 906 mil deverão ser devolvidos aos cofres públicos por estarem vinculados a notas fiscais posteriormente canceladas pelas empresas emissoras. Além disso, a entidade terá de justificar outros R$ 12 milhões em documentos apontados pela Prefeitura como inconsistentes na prestação de contas.

A notificação foi emitida pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) em 1º de julho. Segundo o órgão, os valores sob questionamento fazem parte da prestação de contas referente ao primeiro semestre de 2025.

As irregularidades já eram investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo antes da notificação administrativa. Entre os documentos questionados estão quatro notas fiscais emitidas entre abril e junho de 2025 e posteriormente canceladas pelas próprias empresas responsáveis.

O Instituto Conhecer Brasil deverá apresentar explicações sobre os gastos e regularizar a prestação de contas conforme os prazos estabelecidos pela Prefeitura.