Custo da cesta básica afeta renda familiar e Dieese afirma que salário mínimo ideal deveria ser de R$ 8,1 mil

Levantamento aponta aumento no preço dos alimentos em 17 capitais e estima que renda atual é insuficiente para cobrir despesas básicas.

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O aumento no custo da cesta básica continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que os preços subiram em 17 capitais no mês de junho e reforça que o salário mínimo atual está longe de cobrir as despesas essenciais.

Segundo o estudo, a cesta básica acumulou alta em todas as capitais brasileiras no primeiro semestre de 2026. Entre os produtos que mais encareceram estão o feijão, o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral, com destaque para o feijão, cuja valorização foi atribuída à redução da área plantada e aos efeitos climáticos das últimas safras.

São Paulo continua registrando a cesta básica mais cara do país, com custo de R$ 965,47. Já os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base no custo dos alimentos e das demais despesas essenciais previstas na Constituição, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para atender às necessidades de uma família deveria ser de R$ 8.110,92, cerca de cinco vezes maior que o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621.

O levantamento evidencia o impacto da alta dos alimentos sobre a renda das famílias e reforça os desafios enfrentados pelos brasileiros para manter o poder de compra diante do aumento do custo de vida.