
O empresário da Crown Produções Artísticas, Neto Sandes, declarou, em entrevista ao Blog do Valente, que acredita na volta das festas privadas. Segundo ele, as prefeituras não vão “aguentar manter esse padrão de evento com bandas muito caras” e, por isso, espera que as cidades voltem à sua realidade. Para o empresário, “é impossível cidades de porte pequeno fazer festas grandes como estavam acontecendo muito na Bahia”.
A declaração foi dada durante o São Pedro do Benfica, na noite de sábado (12), em Santo Antônio de Jesus. Nos últimos anos, houve uma diminuição das festas privadas. Ao mesmo tempo, as prefeituras passaram a contratar bandas de maior porte, e com cachês mais altos, para se apresentarem em praças públicas. Antes, esse tipo de atração era mais comum nas festas privadas.
“Em relação às festas de camisa que você perguntou, eu acredito sim, acredito sim. Agora é esperar um pouco, entender o momento econômico do país. Ninguém sabe como vai estar o poder econômico de cada cidadão brasileiro ano que vem, porque festa a gente sabe, a gente não vai deixar de comer pra pagar o ingresso de festa. Então eu acredito, acho que é natural, porque as prefeituras não vão aguentar manter esse padrão de evento com bandas muito caras e tal. E vai diminuir. Financeiramente falando, é impossível por cidades de porte pequeno fazer festas grandes como estavam acontecendo muito na Bahia.”, declarou.
Leia também:
- Com casa cheia, Camarote oferece experiência exclusiva no Arraiá de Luís Eduardo Magalhães; programação continua nesta sexta
- Empresário de Ruan Vaqueirinho destaca crescimento do artista: “É um menino predestinado”
- Cristiana Oliveira critica etarismo e diz que envelhecer é um privilégio: "Não é um fracasso"
Para Neto Sandes, o mercado pode voltar a crescer na iniciativa privada se os artistas também entenderem a realidade do setor. Segundo ele, esse movimento pode ser uma oportunidade para que os próprios artistas levem caravanas, fãs e público de suas cidades para acompanhar os shows em outros municípios.
“Então eu acredito que cada um vai contar a sua realidade. E o mercado pode sim voltar a aquecer na parte privada. Eu acho que é muito importante, até para os artistas. E os artistas vão ter que entender que para a festa privada voltar, eles vão ter que vir também junto com o movimento. Não é que é não cobrar o cachê alto. Mas é isso, porque às vezes o artista… São poucos que você hoje vende o ticket. Então, como são poucos, eles supervalorizam, entendeu? Às vezes o cachê. É isso que a gente tem que buscar. O artista tem que entender que pra festa de camisa voltar, festa privada voltar, ele tem que também entender o momento e vir junto, é parceria.”, disse o empresário.
Ver essa foto no Instagram


