
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou por escrito à Polícia Federal, nesta terça-feira (28), esclarecimentos no inquérito que apura a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o envio da manifestação, foi cancelado o depoimento presencial que havia sido previamente agendado.
A investigação foi instaurada após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, em janeiro deste ano. Na postagem, o parlamentar afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro iria “delatar” Lula e associou o chefe do Executivo federal a crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal, a publicação atribuiu falsamente ao presidente da República a prática desses crimes. O caso passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) após uma notícia-crime apresentada pela deputada Dandara Tonantzin (PT-MG).
- TSE marca reunião com embaixadores para reforçar segurança das urnas eletrônicas após declarações de Flávio Bolsonaro
- 52% dos brasileiros acreditam que tarifa dos EUA busca favorecer campanha de Flávio Bolsonaro, diz Datafolha
- ACM Neto promete criar Morar Melhor Urbano e Rural para reformar casas de famílias carentes na Bahia
Na manifestação encaminhada aos investigadores, a defesa do senador sustenta que a postagem não imputou a Lula um fato criminoso específico. Os advogados também argumentam que a publicação reproduziu informações consideradas verdadeiras, acompanhadas de comentários independentes do parlamentar.
O depoimento havia sido determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. No entanto, Flávio Bolsonaro optou por apresentar os esclarecimentos por escrito, em vez de comparecer presencialmente ou participar de audiência por videoconferência. A documentação agora será analisada no curso da investigação.


