Na manhã desta sexta-feira (11) as famílias das vítimas da explosão de 1998 em Santo Antônio de Jesus fazem protesto acerca da situação não resolvida após 17 anos da tragédia. Numa entrevista à Rádio Andaiá FM, a Sra Maria Helena, vice presidente do Movimento 11 de dezembro falou sobre o descaso da justiça. “perdi três filhas, a dor que sinto é como se fosse hoje a explosão. Já assinei papel e fiz tudo, tanta promessa e nada. Eles alegaram que a fumaça que matou as pessoas, mas os materiais ficavam expostos ao sol e depois o povo trabalhava e para piorar não tinha extintor”, desabafou. A mesma garante que não receberam nada até o momento e não vão desistir de lutar por justiça. “Isso tudo é por que somos pobres, por que se fosse um rico teria resolvido rapidinho. Mas, tenho certeza que se não tiver justiça aqui, Deus vai fazer por que eu creio que Deus é justo”, pontou. Uma das funcionárias, Rosa Rocha que escapou da explosão também falou a respeito da tragédia. “No dia não fui trabalhar por que precisei comprar algumas coisas para o estágio. Ao chegar em casa soube da explosão, minha mãe que morreu”, explicou. Rosa afirma que o ambiente da fábrica era precário, os materias ficavam expostos ao sol, a cobertura era com lonas e eternit e não tinha fiscalização. “Oswaldo Bastos chamou as famílias para um acordo, tudo foi assinado, só o filho dele Gilson Bastos que foi à Rádio dizer que o pai ia pagar tudo e até agora não fez nada. Quero dizer ao Vereador Gilson Bastos que antes da gente arrumar a casa dos outros que primeiro arrume a nossa, pois ele está correndo atrás do processo da DalPonte, mas que antes se lembre também que a família dele está com tudo bloqueado”, disse.
Jéssica Oliveira/Blog do Valente



