A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) esclareceu, nesta quarta-feira (16), em resposta à nota publicada no Metro1 sobre a dificuldades das gestantes nas unidades de saúde, que a requalificação da rede násica de saúde e a contratação de novos profissionais possibilitou o aumento da oferta do serviço. De acordo a Secretaria, cerca de 90% das 36 mil gestantes de Salvador estão recebendo ou já receberam o pré-natal nas 144 unidades.
A SMS informou, ainda, que, devido ao aumento de casos de microcefalia, foi montada uma força tarefa para monitorar e avaliar todos o processo que engloba desde o acesso ao pré-natal até o registro e notificações das ocorrências.
Confira a nota na íntegra:
Em resposta à nota do Conselho Municipal de Saúde de Salvador sobre a suposta dificuldade de acesso ao acompanhamento de pré-natal na capital, a Secretaria Municipal da Saúde esclarece que com a requalificação da rede básica de saúde e a contratação de novos profissionais, possibilitou o aumento da oferta do serviço. Atualmente, 90% das 36 mil gestantes de Salvador para 2015 estão recebendo ou receberam acompanhamento pré-natal. Vale destacar que o Conselho Municipal de Saúde relatou superficialmente à Diretoria de Atenção à Saúde, apenas na tarde desta terça-feira (15),DOIS casos de gestantes que teriam tido dificuldades de acesso ao pré-natal, mas sem detalhamento do histórico das mesmas. Cabe destacar que a rede municipal dispõe de 114 unidades de saúde oferecendo o pré-natal, o que nos surpreende a denúncia feita.
Em decorrência do aumento de casos de microcefalia, a SMS montou uma força tarefa composta por profissionais da Atenção Primária e da Vigilância à Saúde, destacada com a finalidade de planejar, monitorar e avaliar todo o processo que engloba desde o acesso à assistência prestada às gestantes no pré-natal nas unidades básicas e rede de referência, até o registro das notificações e investigação das ocorrências. Na última semana, cerca de 1.200 colaboradores entre médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais enfermeiros, agentes comunitários e gestores distritais da estratégia de Saúde da Família foram capacitados para atuarem na linha de frente nas comunidades na identificação das futuras mães com possibilidade de acometimento do feto pela má formação, além de reforçar as ações de enfrentamento ao mosquito transmissor, principalmente, nas localidades com maior índice de infestação do vetor e com elevado registro de notificações de casos de zika. Essas gestantes têm ainda prioridade na realização da testagem sorológica e da PRC (exame da proteína C reativa), análises que identificam a presença do vírus zika, bem como, às ultrassonografias para acompanhamento do desenvolvimento de bebê, serviço que teve a oferta ampliada na rede municipal.
Na última segunda-feira (14), a Saúde criou ainda uma central telefônica para tirar dúvidas de gestantes sobre a microcefalia. Por meio do número (71) 3202-1297, a população poderá saber mais sobre a doença ou questionar possíveis sintomas com uma equipe composta por profissionais de saúde da própria rede municipal. Das 30 ligações, duas pacientes não tinham iniciado o pré-natal e, prontamente, já foram agendadas para primeira consulta. (Metro1)



