Bahia é o segundo estado com maior número de notificações de microcefalia

Dos  6.671 casos de microcefalia notificados no país até o dia 19 de março, 670 estão na Bahia. Desse número, 170 casos tiveram confirmadas sua relação com o zika vírus. Outros 120 foram descartados.  O estado só perde em número para Pernambuco com 1210 casos notificados e 268 confirmados.

O Ministério da Saúde informou investigar se todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados tem relação com o vírus Zika ou outras infecções congênitas, como sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

Até o dia 19 de março, foram registrados 198 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 46 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 130 continuam em investigação e 22 foram descartados.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 122 tiveram resultado positivo para o Zika. Nestes casos, foi utilizado critério laboratorial específico para o vírus Zika. O Ministério da Saúde ressalta, porém,  que esse dado não representa a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

Até o momento, sinalizaram ao Ministério da Saúde a circulação autóctone do vírus Zika 23 unidades da federação: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.(COrreio)