Irmã de Daniela relata o momento do crime e diz que o assassino a esperava, “Ele tirou um pedaço de mim”

Neste sábado (30) uma tragédia ceifou a vida de mãe e filha em Santo Antônio de Jesus. Ana Lúcia Santos Ribeiros, 54 anos e Daniela Sabrina Ribeiro, 22 anos foram brutalmente assassinadas por homem conhecido como Edinho Pintor, ex-namorado de Ana Lúcia. Em contato com a Rádio Andaiá FM, a filha de Ana Lúcia, Fernanda relatou como foi a ação do assassino. “Minha mãe já prestou queixa dele e minha irmã foi junto, por isso essa raiva da minha irmã. Nós não queríamos eles dois juntos, ele era agressivo com minha mãe, ficou bem claro que ele não poderia chegar na porta de casa, mas ele não cumpria a lei. Várias vezes minha irmã colocou ele para fora de casa. Há uns quinze dias, minha mãe foi caminhar e ele a seguiu, ela parou num armarinho e esperou ele sair”, disse. Ela falou ainda que a mãe tinha medo dele, mas não imaginava que seria capaz de fazer algo pior. “Minha tia disse que sábado minha irmã abriu a porta para ir trabalhar, e não reconheceu ele, só viu a arma. Ela tentou fechar a porta e gritou: ‘mainha, mainha é um assalto’. Mas, ele conseguiu entrar e disse que ia matar a família toda. Pediu para minha irmã ligar para mim, pois ele sabia que todo sábado eu ia tomar café com minha mãe e deixar meu filho com ela, só que Dani não quis ligar e ele tentou atirar, mas a arma falhou, foi quando minha tia foi em cima dele e foi atingida na boca”, explicou. Ana Lúcia teve um relacionamento com o Edinho durante 3 anos, segundo Fernanda, nos dois primeiros anos estava tudo tranquilo, mas ele começou a beber muito e se tornou agressivo, motivo que fez a mãe se separar. “Estavam a um ano separados, minha mãe mudou de casa, mas ele não se conformava. Ele estava com muita raiva, deu dois tiros em minha mãe e bateu muito em minha irmã. Ficou me esperando e depois matou minha irmã. Ele tirou um pedaço de mim”, desabafou. De acordo com Fernanda, um dia antes Edinho estava usando drogas, bebendo e dizendo que ele ia matar uma mulher, ninguém levou a sério e nem foi informar a Ana Lúcia. “Depois que aconteceu que o povo disse isso, ninguém chegou e disse para minha mãe, no velório resolveram falar, mas agora não adianta falar mais nada, nada, nada. Fernanda pede para o povo respeitar a dor da família nesse momento, não ficar espalhando notícias falsas e nem fotos e vídeos. “No velório teve uma pessoa que estava filmando o caixão. Acho que as pessoas precisam respeitar a gente. Não pode aproveitar do sofrimento das pessoas”, pontuou. A tia de Fernanda, Ana Célia está hospitalizada com a bala alojada no pescoço desde sábado à espera da cirurgia prevista para manhã desta segunda-feira (02).