Impostos de até 50,38% esperam pelos filhos que querem presentear mães

No domingo, 8 de maio, data em que será comemorado o Dia das Mães, os filhos receberão uma mordida dos impostos.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), os itens mais tributados são os produtos de beleza. Entre eles, o perfume importado é o campeão, com 78,99%; seguido da maquiagem Importada, que possui 69,53% de tributação.

Na sequência aparecem os produtos nacionais, como: perfume nacional, com 69,13% e a maquiagem nacional, onde 51,41%, dos tributos são embutidos no preço final.

Na lista de presentes pesquisados, outros itens muito procurados nessas ocasiões possuem alto índice de carga tributária, como as  jóias e  os eletrônicos:  no caso do relógio 53,14% são tributos; nas jóias 50,44%; no telefone celular 39,80%; no Tablet 39,12% e 33,62% de encargos no Computador com um valor acima de R$ 3.000.

O consumidor que procurar por opções mais baratas não estará livre de contribuir com o bolso do governo, por exemplo, o chocolate tem uma alíquota de 38,60%, que deve aumentar a partir de primeiro de maio deste ano,  atingindo uma taxa de 39,61%, devido a uma alteração na forma de tributação.

Quem ainda pretende levar a mãe para tomar um soverte, deve aproveitar, pois o preço desse produto também vai ser elevado.  Atualmente  taxado em  37,98%, com a modificação, o imposto ficará em 38,97%.

Outra alternativa é reunir  a família para um almoço ou jantar no domingo, no entanto o consumidor que fizer isto deverá arcar com 32,31% em tributos no valor da conta.

Segundo o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a elevada tributação dos presentes do Dia das Mães deve-se ao fato destes serem considerados bens supérfluos.

“O brasileiro  em geral, sempre faz questão de homenagear sua mãe , nesta data, e com isso, eleva o consumo destes produtos. Devido à maioria desses produtos serem considerados desnecessários à população, eles têm uma alta carga tributária. Como a alta tributação é repassada no preço dos itens, isso impede o contribuinte de consumir mais e melhor”, afirma o presidente do IBPT.