
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado uma prévia da concorrência oficial do país, registrou uma queda de 0,07% no mês de julho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continuando a desaceleração em relação ao mês anterior, que teve alta de 0,04% em junho. Em comparação com julho de 2022, o IPCA-15 foi de 0,13%.
O principal fator que impactou o cumprimento do indicador foi a redução dos preços de energia elétrica residencial, que caiu 3,45% após a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de julho. Dentre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, quatro tiveram queda no mês, sendo o grupo de Habitação o de maior variação negativa (-0,94%), impulsionado não somente pela redução da conta de luz, mas também pela queda nos preços do botijão de gás (-2,10%).
A redução dos preços dos alimentos também teve um papel significativo na deflação do mês, com o grupo de Alimentação e Bebidas registrando queda de 0,40%. Esse resultado foi impulsionado pelos preços dos aditivos nos alimentos comprados para consumo em domicílio, que tiveram uma queda de 0,72%.
Nesse cenário, alguns alimentos básicos apresentaram redução expressiva nos preços, como o feijão-carioca (-10,20%), o óleo de soja (-6,14%), o leite longa vida (-2,50%) e as carnes (-2,42%). Além disso, no início do mês, a Petrobras recuou em 3,9% o preço do gás de cozinha, o GLP, para as refinarias, levando o preço do botijão de 13kg para R$ 31,66 antes de impostos e lucro das distribuidoras e moedas.


