Economia de energia gera recursos para demais despesas; saiba como

Foto: Reprodução

Os custos na conta de luz podem ser reduzidos em até 4% a partir da Medida Provisória (MP), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 9 de abril, para consumidores residenciais de baixa tensão. Com essa economia na conta de energia, os condomínios podem realocar recursos para outras despesas ligadas à manutenção e operação das áreas comuns, como a modernização dos sistemas de iluminação, a instalação de equipamentos mais eficientes, o aprimoramento da segurança e a realização de melhorias estéticas nos espaços de convivência.

A MP possibilita que o governo pague as dívidas da Eletrobras com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), responsável por subsidiar consumidores e geradores de energia. Isso é feito antecipando os valores devidos pela estatal à CDE, resultando na diminuição dos custos de energia.

Independentemente da MP, a Neoenergia Coelba já orienta aos seus clientes priorizarem a luz natural durante o dia, lâmpadas LED em vez de halógenas e concentrar o uso de geladeiras e freezers em apenas um aparelho como medidas para que a redução na conta de luz seja ainda maior.

De acordo com Ubiratan Viana, gestor condominial há 12 anos, essa redução pode contribuir para aliviar o orçamento e permitir que os condomínios destinem esses recursos para outras necessidades ou até mesmo para a realização de melhorias nas instalações, tornando os prédios mais eficientes em termos energéticos a longo prazo. Os locais que mais consomem energia diariamente segundo o gestor são as iluminações das áreas comuns, elevadores, sistemas de aquecimento e áreas de lazer.

Novos investimentos

“Com a redução nos custos, os condomínios podem investir em equipamentos mais eficientes ou em medidas para reduzir o próprio consumo, como a utilização de capas para piscinas. Essas são apenas algumas das áreas que podem se beneficiar, mas é importante ressaltar que a economia de energia deve ser uma preocupação constante, independentemente da redução nos custos, para garantir a sustentabilidade e a eficiência energética do condomínio”, destaca Viana.

Jarbas Silva, síndico profissional, pontua a importância dessa redução para o bolso dos condôminos. “Penso que os principais impactos com essa medida provisória não serão especificamente os gastos nas áreas do condomínio, mas, as famílias/condôminos que passarão a ter acesso a uma energia mais barata. Relacionado ao condomínio, o componente energia não é tão caro como a despesa com pessoal e manutenção, por exemplo, e em alguns, já há utilização de usinas solar. Por isso, acredito que o benefício maior será para os moradores”.

Em relação aos investimentos em outros serviços, o síndico pontua que quando a gestão condominial é surpreendida positivamente com um cenário de redução de custos, há uma expectativa que se consiga fazer algumas melhorias, especialmente as que por falta de recursos ficam mais esquecidas. “Por exemplo, poderia se investir em sensores de presença para reduzir o consumo de energia, realizar substituição de lâmpadas por outras mais econômicas, realizar revitalização de jardins, pinturas de halls e corredores, entre outras”.

Roque Teixeira, administrador de condomínios, traz outros elementos que podem ser melhorados a partir da economia gerada. “Em alguns condomínios, vejo a necessidade de trocar as janelas e inserir objetos que reflitam a claridade, além de destinar recursos para ambientes que precisam de uma pintura”.

Mesmo durante os períodos em que a conta de luz é mais acessível, os consumidores podem buscar maneiras de economizar ainda mais. A troca de lâmpadas antigas por LED e a redução do uso diário de aparelhos como máquinas de lavar são algumas medidas que podem ser adotadas para alcançar essa economia.

O gestor condominial Ubiratan Viana explica um método criado por ele, com aspectos que visam as manutenções preventivas visualizadora e comunicativa. “Na manutenção preventiva visualizadora, divulgamos dicas práticas de economia de energia, como apagar as luzes ao sair de um cômodo, utilizar lâmpadas LED, desligar aparelhos eletrônicos em standby e utilizar a luz natural sempre que possível. Já na manutenção comunicativa é fazer reuniões, assembleia de interação relacionada à prevenção e economia da energia”.

Mas para que o consumo seja consciente pelos condôminos mesmo nos períodos em que há uma redução no valor da conta, Jarbas Silva pontua que é preciso realizar campanhas informativas, palestras e workshops para incentivar comportamentos mais responsáveis. “Nesses eventos, podemos sugerir algumas medidas que podem ser tomadas como: apagar as luzes ao sair de um ambiente, utilizar eletrodomésticos de forma mais eficiente, realizar revisão do sistema elétrico, utilizar sensores de presença, temporizadores e fotocélulas”, ressalta.

Saiba como economizar

Iluminação Utilize lâmpadas fluorescentes compactas ou, de preferência, LED. Pinte as paredes e o teto com cores claras. Durante o dia, utilize a luz do sol

Chuveiro elétrico Utilize o chuveiro com a chave na posição verão, pois, o consumo de energia é 30% menor que na posição inverno

Ar-condicionado Dimensione corretamente o equipamento para o tamanho do ambiente. Mantenha os filtros limpos. Quando ligar o aparelho, mantenha janelas e portas fechadas

Geladeira Verifique sempre o estado da borracha de vedação. Não abra a porta a todo momento, nem forre as prateleiras. Não guarde alimentos quentes

Ferro de passar Junte a maior quantidade possível de roupas para passar. Use a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Passe roupas leves com o aparelho desligado, o calor do ferro pode ser aproveitado

Computador Desligue o monitor do seu computador quando não estiver utilizando. Ele representa cerca de 80% do consumo do equipamento



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