
O Banco Central do Brasil (BC) decretou, na manhã desta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição ligada a um ex-sócio do Banco Master. A medida também foi estendida à Pleno DTVM e, segundo o órgão regulador, foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do banco.
A trajetória do Banco Pleno foi marcada por reestruturações sucessivas, mudanças no controle societário e tentativas frustradas de reposicionamento no mercado financeiro. A instituição teve origem no Banco Indusval, com atuação voltada ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio. Posteriormente, no início de 2024, passou a integrar o conglomerado do Banco Master.
No entanto, em agosto do ano passado, o próprio Banco Central aprovou a transferência do controle societário do então banco Voiter para Augusto Lima, quando a instituição passou a operar sob o nome de Banco Pleno. Ainda assim, o processo de recuperação não se consolidou.
De acordo com o BC, a liquidação foi decretada após a combinação de restrições regulatórias, dificuldades de captação, pressão sobre a estrutura de passivos e perda de confiança do mercado, fatores que inviabilizaram a continuidade das operações.




