Ex-ministro da Educação, Weintraub, é reeleito diretor-executivo do Banco Mundial

 

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi reeleito diretor-executivo do conselho do Banco Mundial, segundo informação divulgada pela própria instituição, na sexta-feira, 30. O mandato de dois anos começa no domingo, 1º.

O salário anual previsto é de US$ 258.570, o equivalente hoje a R$ 115,8 mil por mês sem décimo terceiro, ou mais de três vezes o salário atual do ministro, de R$ 31 mil.

O ex-ministro ocupava a diretoria-executiva do banco como substituto, em uma espécie de “mandato-tampão” que termina neste sábado, 31.

Segundo o Banco Mundial, o ex-ministro foi eleito como representante de Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago.

“Diretores Executivos não são funcionários do Banco Mundial. Eles são nomeados ou eleitos pelos representantes dos nossos acionistas”, informou a instituição financeira em comunicado.

“O Banco Mundial confirma que o Sr. Abraham Weintraub foi reeleito pelo grupo de países (conhecido como constituency) representando Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago para ser Diretor-Executivo no Conselho do Banco. O Sr. Weintraub cumprirá um mandato de dois anos, com início em 1º de novembro de 2020”, afirmou o comunicado.

Ele foi indicado pelo governo de Jair Bolsonaro, após deixar o Ministério da Educação em junho, quando saiu fugindo do País para evitar os julgamentos que estavam em curso contra ele na Justiça.

Weintraub é alvo de dois inquéritos no Brasil – um que apura declarações racistas contra chineses e outro sobre ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O salário anual previsto é de US$ 258.570, o equivalente hoje a R$ 115,8 mil por mês sem décimo terceiro, ou mais de três vezes o salário atual do ministro, de R$ 31 mil.

Fonte: A Tarde