
Documentos da Justiça dos Estados Unidos revelaram nesta terça-feira (20) que David Lochridge, ex-diretor de operações marítimas da OceanGate, dona do submersível desaparecido, foi demitido após levantar questões de segurança acerca do Titan, veículo utilizado pela empresa para realizar expedições ao local de naufrágio do Titanic.
As dúvidas de Lochridge sobre a segurança do submersível desaparecido estão contidas em uma resposta que ele apresentou a uma ação movida contra ele pela empresa.
Um enorme esforço de busca da guarda costeira dos EUA e do Canadá está em andamento no Atlântico Norte depois que o submersível OceanGate que transportava cinco pessoas desapareceu no domingo (18) durante uma expedição aos destroços do Titanic.
Lochridge, piloto de submarino e mergulhador da Escócia, começou a trabalhar para a OceanGate em maio de 2015 como contratado independente antes de ser promovido a diretor de operações marítimas, de acordo com documentos judiciais.
No processo aberto no estado de Washington há cinco anos, a Oceangate acusou Lochridge de violar um acordo de confidencialidade ao divulgar informações confidenciais e proprietárias.
Em uma reconvenção, Lochridge disse que foi demitido pela OceanGate em janeiro de 2018 depois de “levantar questões críticas de segurança em relação ao design experimental e não testado da OceanGate do Titan”.
“Lochridge primeiro expressou preocupações verbais sobre as questões de segurança e controle de qualidade em relação à administração executiva da Titan para a OceanGate”, disse o documento. “Essas comunicações verbais foram ignoradas.”
Lochridge estava preocupado, dizia a reconvenção, com “o controle de qualidade e segurança do Titan, particularmente a recusa da OceanGate em realizar testes críticos e não destrutivos do projeto experimental do casco”.
Os passageiros do Titan podem estar expostos ao perigo quando o submersível atinge profundidades extremas, alertou Lochridge.
Em seu registro, Lochridge disse que a porta de observação na extremidade dianteira do submersível foi construída para sustentar uma pressão certificada de 1.300 metros, embora a OceanGate planejasse levar os passageiros a profundidades de cerca de 4.000 metros.
O Titanic está a uma profundidade de cerca de 3.800 metros.



