Cigarro eletrônico dobra risco de infarto, alerta cardiologista: “Vape e cigarro juntos quadruplicam chances”

Foto: Agência Brasil

O uso habitual de cigarros eletrônicos, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), quase dobra o risco de infarto em comparação com não fumantes. Na verdade, o consumo de nicotina, em qualquer forma, está associado ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, entre outros problemas. O uso combinado de vapes e cigarros convencionais é particularmente prejudicial, quadruplicando o risco de infarto em comparação com quem não fuma.

A cardiologista Jaqueline Scholz, especialista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), afirma: “O risco cardiovascular é duas vezes maior para fumantes de cigarros convencionais e também para usuários de cigarros eletrônicos. Por isso, o risco aumenta em quatro vezes quando você usa os dois”.

Scholz destaca que, embora os aparelhos de cigarro eletrônico sejam relativamente novos e ainda exijam mais pesquisas para definir riscos específicos como a mortalidade, as graves consequências associadas ao tabagismo também se aplicam a esses dispositivos. “Está bem estabelecido que fumar reduz a expectativa de vida em 10 anos para homens e em 14 anos para mulheres,” explica.

O tabagismo inflama a parte interna dos vasos sanguíneos, interfere no colesterol, aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. “Esse conjunto de alterações vai sacrificando o organismo, expondo-o a doenças e minando suas defesas enquanto tenta reverter o dano”, lamenta Scholz. No entanto, nunca é tarde para parar de fumar.

As conclusões de Scholz são apoiadas por pesquisas de longo prazo, como um estudo clássico da Universidade de Oxford, que acompanhou 34 mil médicos fumantes e não fumantes por 40 anos. Segundo os cientistas britânicos, deixar de fumar aos 60, 50, 40 ou 30 anos pode adicionar três, seis, nove ou dez anos de vida, respectivamente. “Quando você para de fumar antes dos 35 anos, é possível reverter muitos dos danos causados pelo tabagismo”, completa a cardiologista.



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