Presidente Lula critica prolongamento da greve dos professores

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (10) a continuidade da greve dos professores e técnicos das universidades e institutos federais, ressaltando que o montante de recursos negociados com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) para a recomposição salarial dos docentes e servidores é “irrecusável”.

“O montante de recursos que a companheira Esther Dweck [ministra do MGI] colocou à disposição é irrecusável. Quero que levem isso em conta porque, caso contrário, falaremos sobre universidades e institutos federais enquanto os alunos continuam à espera de voltar às aulas”, disse Lula durante uma reunião pública com reitores de universidades e institutos federais no Palácio do Planalto.

Na mesma ocasião, o presidente anunciou R$ 5,5 bilhões em recursos do Ministério da Educação (MEC) destinados a obras, custeio do ensino técnico e superior, além da construção de dez novos campi universitários e oito novos hospitais universitários federais.

Lula enfatizou que as greves têm um momento para começar e também para terminar, apelando para que as lideranças sindicais tenham “coragem de acabar com a greve”. “Não se pode permitir que uma greve termine por inanição, pois isso desmoraliza as pessoas. O dirigente sindical precisa ter coragem de negociar e de tomar decisões que muitas vezes não são o ‘tudo ou nada’”, afirmou.

Lula, que foi líder sindical dos metalúrgicos em São Paulo, destacou sua própria experiência, lembrando que muitas vezes se deparou com a decisão de aceitar menos do que o reivindicado ou nada. “No caso da greve atual dos docentes, não há muita razão para durar tanto tempo”, comentou.

Os professores e servidores de cerca de 60 universidades federais e mais de 39 institutos federais de ensino básico, profissional e tecnológico estão em greve desde 15 de abril. Relatórios das entidades indicam que a paralisação afeta mais de 560 unidades de ensino em 26 estados. Eles pedem, entre outras medidas, a recomposição salarial de 4,5% ainda este ano.



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