O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (7) que não pretende restabelecer relações com o empresário Elon Musk, ex-aliado político e dono de empresas como Tesla e SpaceX. Em entrevista à NBC, Trump foi direto ao afirmar que Musk poderá enfrentar “consequências sérias” caso decida apoiar candidatos do Partido Democrata nas eleições legislativas de 2026.

“Estou muito ocupado fazendo outras coisas”, disse Trump. “Eu ganhei uma eleição de forma esmagadora. Dei a ele muitas oportunidades na minha primeira administração. Não tenho intenção de falar com ele.”
A fala de Trump ocorre após dias de tensão pública entre os dois, motivada por críticas de Musk ao novo projeto de lei fiscal do governo republicano. O empresário classificou a proposta como uma “abominação nojenta” que aumentaria o déficit público, contrariando o discurso da atual gestão.
O distanciamento foi aprofundado com a troca de ataques nas redes sociais. Trump acusou Musk de ingratidão e cogitou a possibilidade de cancelar contratos com as empresas do bilionário, que são amplamente beneficiadas por verbas federais. Segundo o presidente, essa seria uma “forma direta de cortar gastos públicos”.
Musk, por sua vez, sugeriu que Trump deveria sofrer um processo de impeachment e insinuou, sem provas, que o governo estaria escondendo informações sobre possíveis ligações do presidente com o financista condenado Jeffrey Epstein. As postagens foram apagadas no sábado (7).
Em resposta, o vice-presidente JD Vance tentou amenizar o conflito no domingo (8), durante entrevista ao youtuber Theo Von. “Acho que o Elon está cometendo um grande erro. Ele está emocional e insatisfeito. Espero que volte a se juntar a nós, mas talvez agora isso não seja possível”, disse.
A crise entre Trump e Musk levanta dúvidas sobre os rumos políticos da eleição de 2026 e os impactos que esse embate pode ter sobre os bilhões em contratos federais das empresas de Musk.



