O deputado estadual Marcone Amaral (PSD) revelou que sua próxima viagem ao Catar, marcada para dezembro, tem como um dos principais objetivos abrir diálogo com investidores interessados na transformação do Esporte Clube Vitória em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Com uma carreira consolidada como jogador no Oriente Médio e o título de cidadão catari, Marcone afirma manter relação direta com membros da família real Al Thani — controladora do Qatar Sports Investments (QSI), grupo que administra o Paris Saint-Germain.

“Essa viagem tem metas bem definidas. Vou me encontrar com membros da família Al Thani e, se houver abertura, apresentar o Vitória como um clube com grande potencial, estrutura sólida e uma base reveladora. O QSI tem know-how em gestão esportiva no mais alto nível. É disso que o Vitória precisa”, declarou o parlamentar.
Segundo Marcone, a proposta não é trazer aventureiros ou investidores sem histórico no esporte. “Estamos tratando com um grupo consolidado mundialmente, que pensa grande e trabalha com seriedade. O Vitória merece esse tipo de parceria: profissional, ambiciosa e disposta a investir com responsabilidade”, reforçou.
O deputado, que participa ativamente do Movimento Vitória SAF, deixou claro que sua atuação busca apenas facilitar contatos e oportunidades, respeitando os trâmites legais e a autonomia do clube. “Não tenho pretensão de conduzir nenhuma negociação sem o aval do Vitória. Meu papel é abrir portas e posicionar o clube em ambientes estratégicos”, afirmou.
Marcone também comentou a saída do advogado Daniel Barbosa do movimento, explicando que a decisão foi motivada por questões pessoais e profissionais. Ele agradeceu a contribuição do ex-integrante e destacou seu papel na criação do grupo. “Daniel foi essencial na formação dessa ideia. Plantou uma semente importante, que agora ganha força. Desejo a ele muito sucesso nesta nova fase”, disse.
Por fim, o parlamentar reforçou que não há conflito com a atual diretoria do Vitória, liderada por Fábio Mota, e elogiou os avanços administrativos do clube. No entanto, destacou que a gestão do futebol ainda precisa evoluir e que uma SAF sólida pode ser o caminho para conquistas esportivas. Ele pediu união de conselheiros e torcedores na discussão sobre o futuro do Leão.
“O Vitória é maior do que qualquer vaidade ou interesse individual. Precisamos de responsabilidade, transparência e visão de futuro. Queremos um clube forte, com base profissional, saúde financeira e resultados em campo. É por isso que estou indo ao Catar”, concluiu.




