A inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas sanções da Lei Magnitsky pelo governo de Donald Trump gerou forte repercussão internacional. O magistrado brasileiro agora figura na mesma lista de alvos que inclui nomes associados a regimes autoritários, organizações criminosas e violações graves de direitos humanos.

A Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos para punir estrangeiros envolvidos em corrupção e abusos contra os direitos humanos, já foi aplicada a 245 pessoas e 310 entidades até novembro de 2024, segundo relatório do Congressional Research Service. Com base em documentos do Departamento de Estado, a CNN mostrou quem são alguns dos personagens que agora compartilham a lista com Moraes.
Entre eles está o xeque Mawlawi Mohammad Khalid Hanafi, membro do regime Talibã no Afeganistão, que lidera a “polícia moral” do país e é acusado de impor a sharia com sequestros, assassinatos e punições físicas públicas. Outro nome é o de Renel Destina, líder da gangue haitiana Gran Ravine, procurado pelo FBI por sequestro de cidadãos americanos e uma série de crimes violentos.
O ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, também está na lista por envolvimento em esquemas de corrupção e pagamentos ilegais a parlamentares. Já o líder chinês Gao Qi é acusado de comandar abusos sistemáticos contra a minoria uigure, investigados pela ONU como crimes contra a humanidade.
A lista inclui ainda Apollo Quiboloy, pastor filipino denunciado por estupros e tráfico de menores dentro de sua própria igreja, e Rozman Kadyrov, líder da Chechênia, acusado de tortura, assassinatos e repressão a homossexuais.
A comparação gerada pela inclusão de Alexandre de Moraes nesse grupo chama atenção pela disparidade entre as acusações enfrentadas pelos demais nomes e o contexto brasileiro. Moraes foi alvo da sanção em meio a tensões políticas entre o governo Trump e o Supremo brasileiro, que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.




