Durante um evento do Partido Liberal (PL) realizado em Campina Grande, na Paraíba, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, atual presidente nacional do diretório feminino da legenda, fez declarações polêmicas ao se referir a pessoas LGBTQIA+ e sua orientação política. Em tom crítico, Michelle questionou o apoio de pessoas gays a governos que, segundo ela, perseguem homossexuais, atribuindo esse comportamento a uma “enganação diabólica”.

“Como que a pessoa é trans? Como que a pessoa é gay? Eu tenho um amigo gay, ele me fala isso. Como que uma pessoa gay apoia um governo que persegue e mata os homossexuais? Eu só posso entender que isso é espiritual, que é uma, sabe, é uma enganação diabólica”, afirmou Michelle, durante discurso à militância do partido.
Ela seguiu com críticas a manifestações pró-LGBTQIA+ em territórios controlados por grupos extremistas.
“Eles vestem a blusa e eles defendem, defendem Hamás. Vai pra lá, vai lá fazer manifestação LGBT pra ver se sai um vivo”, declarou.
As falas rapidamente repercutiram nas redes sociais, gerando reações divididas. Enquanto apoiadores elogiaram a franqueza da ex-primeira-dama, críticos apontaram a fala como ofensiva, estigmatizante e perigosa para a população LGBTQIA+, sobretudo em um momento de acirramento do discurso político no Brasil.
Michelle Bolsonaro ainda não se pronunciou após a repercussão, e o Partido Liberal também não divulgou nota oficial sobre o caso. O evento fazia parte de uma série de encontros regionais promovidos pela legenda, com foco na mobilização de sua base para as eleições municipais de 2024.




