Brasil não pode ficar refém da família Bolsonaro, diz ministra Gleisi Hoffmann

Ministra de Relações Institucionais também reagiu à tarifa de 50% imposta pelos EUA e pediu postura firme do governo brasileiro

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta sexta-feira (8) a obstrução promovida pela oposição no Congresso no início da semana, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela classificou o movimento como um “motim” e disse que o país “não pode ficar refém da família Bolsonaro, nem dos ataques que eles estão fazendo, muito menos da conspiração com o governo norte-americano”.

Foto: Divulação

O impasse no Legislativo foi encerrado após acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com líderes da oposição.

Durante participação no Fórum Jota: Agenda Econômica, Gleisi direcionou críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Uma vergonha o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo, um traidor da pátria. Para mim, esse menino já deveria ter sido cassado da Câmara dos Deputados”, afirmou. A ministra acusou a família Bolsonaro de tentar gerar instabilidade. “Eles estão querendo trazer instabilidade. Vamos vencer essa tentativa de golpe novamente.”

Gleisi também reagiu à decisão unilateral dos Estados Unidos de impor tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, classificando a medida como “política” e pedindo uma postura mais firme do governo brasileiro. “Eles estão claramente querendo interferir na política brasileira, isso nós não podemos permitir. Chega, já aconteceu isso em uma vez no golpe de 1964 e não pode acontecer de novo”, declarou.