
O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, reafirmou sua inocência nesta quinta-feira (04) durante o julgamento na 1ª Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), onde responde por suposta manipulação esportiva.
“Eu gostaria de reafirmar a minha inocência e dizer que confio na justiça desportiva. Jamais cometi as infrações que estou sendo acusado. Meus advogados estão aí, falaram por mim durante a defesa do processo. Faço questão de mostrar o meu respeito e a minha confiança nesse Tribunal, e desejo um excelente julgamento a todos. E que tudo transcorra de forma leve e justa”, disse o jogador em breve manifestação.
Bruno Henrique é acusado de tomar propositalmente um cartão amarelo na partida contra o Santos, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro de 2023, com o objetivo de favorecer apostadores. Ele já estava pendurado com dois cartões, cometeu falta em Soteldo e, após reclamar ostensivamente da marcação, foi expulso.
O jogador foi denunciado em 1º de agosto de 2025 pela Procuradoria do STJD, que o enquadrou nos artigos 243 (parágrafo 1º) e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD):
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Artigo 243: Atuar deliberadamente de modo prejudicial à equipe que defende.
Pena: suspensão de 360 a 720 dias e, em caso de reincidência, eliminação, além de multa de R$ 100 a R$ 100 mil. -
Artigo 243-A: Atuar de forma contrária à ética desportiva para influenciar o resultado de partida.
Pena: multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de seis a doze partidas.
O atleta também foi indiciado pela Polícia Federal em abril de 2025 com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que trata de fraude esportiva. A investigação apontou trocas de mensagens entre Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Pinto Junior, nas quais teriam conversado sobre o fato de o jogador estar pendurado antes da partida.
Além do atacante e de Wander, foram denunciados Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Sales Nascimento dos Reis e Douglas Ribeiro Pina Barcelos, amigos do irmão do jogador.
Bruno Henrique também será julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) pelo mesmo caso.




