
A defesa do tenente-coronel Mauro Cid afirmou, nesta terça-feira (2), que eventuais contradições do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro em depoimentos à Polícia Federal (PF) fazem parte da “natureza do ser humano”. A declaração foi feita pelo advogado Jair Alves Pereira durante sustentação oral na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que retomou o julgamento da ação penal sobre a suposta trama golpista após as eleições de 2022.
Segundo Pereira, não houve qualquer tipo de coação por parte da PF ou do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, na delação premiada de Cid. “Não é exigido que se pretenda que um colaborador, como Mauro Cid — que se expôs, perdendo a carreira, que se afastou da família, dos amigos — consiga trazer detalhes de forma que a investigação acabe em uma contradição. […] Isso é algo que a natureza do ser humano autoriza, que algumas vezes ele possa dar alguma escorregada. [Mas] Nada, nada, jamais sem comprometer o acordo de delação”, afirmou.
Nos últimos dias, defesas de outros réus têm questionado a credibilidade da delação de Cid, alegando inconsistências em suas declarações.
O julgamento em curso na Primeira Turma do STF envolve Bolsonaro e outros sete réus, apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrantes do chamado núcleo 1 da suposta tentativa de golpe de Estado. De acordo com a denúncia, o grupo teria atuado para anular as eleições de 2022 e manter Bolsonaro no poder.




