Alexandre de Moraes nega atuação de escritório da esposa em operação entre Banco Master e BRB

Ministro do STF afirma que encontros com presidente do Banco Central não trataram do negócio e corrige informações divulgadas

Viviane Barci e Alexandre de Moraes - Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, não atuou na operação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A declaração consta em nota retificada e divulgada nesta quarta-feira (24), com esclarecimentos sobre reuniões mantidas com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

Segundo o ministro, “o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”. Moraes também reiterou que, em nenhum momento, foram discutidos assuntos relacionados ao Banco Master durante os encontros com Galípolo.

A manifestação ocorre após informações publicadas pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que apontaram a existência de um contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Advogados, no valor de R$ 129 milhões, com vigência de 36 meses a partir de 2024.

Na nota, Moraes esclarece que as reuniões ocorreram em seu gabinete e tiveram como pauta exclusiva os efeitos da Lei Magnitsky. O primeiro encontro aconteceu em 14 de agosto, após a aplicação inicial da legislação em 30 de julho, e o segundo em 30 de setembro, depois de a lei ter sido aplicada à sua esposa, em 22 de setembro.

O ministro também afirmou que não esteve no Banco Central, que não houve ligações telefônicas com o presidente da instituição e que não existiu qualquer tipo de pressão relacionada à operação financeira. Apesar de a nota mencionar “aquisição do BRB pelo Banco Master”, a operação em análise envolve o movimento inverso, com o BRB interessado na compra do Banco Master.