Goste o presidente ou não, o Brasil comprará vacina de qualquer nacionalidade, diz Rui

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu nesta quinta-feira (12) que o Brasil adquira qualquer vacina que obtiver aprovação técnica, incluindo a Coronavac, independentemente da vontade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O imunizante contra a Covid-19 vem sendo desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB). O tucano é desafeto de Bolsonaro e seu potencial adversário na disputa presidencial de 2022.

“Estamos ajudando a testar a vacina chinesa no Brasil, na Bahia. Somos absolutamente a favor de nenhuma restrição a nenhuma nacionalidade quando se fala em salvar vidas humanas. Aqui na Bahia estão sendo testadas várias vacinas, inclusive a chinesa, para viabilizar a conclusão dos estudos que vai levar à produção e à regularização do fornecimento no Brasil”, declarou Rui Costa em conversa com jornalistas.

“O país é maior do que eventual fala do presidente. O Brasil irá comprar, com o sem a concordância do presidente, a vacina seja de que nacionalidade for pra imunizar o seu povo. Gosto o presidente ou não”, acrescentou o governador.

Em meio a um embate travado com o governador de São Paulo desde o início da pandemia, Bolsonaro tem tratado a Coronavac como “vacina chinesa do Doria” e recentemente cancelou uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e a gestão do tucano para a aquisição do imunizante.

Outro ponto de atrito é a obrigatoriedade da vacina. Doria se mostrou favorável à tal possibilidade em São Paulo, o que tem gerado reiteradas críticas de Bolsonaro e seus seguidores.

No terça-feira (10), o presidente usou a suspensão pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) dos testes da vacina Coronavac para, mais uma vez, atacar o governador. Em publicação nas redes sociais, Bolsonaro classificou o episódio como uma vitória pessoal ao escrever que “Jair Bolsonaro ganha”.

Na quarta (11), a Anvisa anunciou a autorização para retomada dos testes com o imunizante. Os estudos da fase 3 tinham sido suspensos na noite de segunda (9) após a comunicação de “evento grave adverso”, a morte de um voluntário que participava dos testes. O óbito, segundo o governo paulista, não está relacionado com a pesquisa.

Fonte: Bahia.Ba




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