Vasco x Bahia: A noite do bacalhau Azedo, por Gabriel Queiroz

O Esporte Clube Bahia perdeu para o Vasco por 3 x 2 no jogo realizado na noite de segunda-feira (28), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro e disputado no São Januário. Esta é a terceira derrota seguida do clube que se prepara para o próximo jogo contra o São Paulo.

Foto: Letícia Martins / E.C Bahia

Confira a crônica de Gabriel Queiroz

Em uma noite que prometia ser de pura emoção, o Bahia se preparou para uma bacalhoada contra o Vasco. Mas, ao invés do saboroso prato típico, o que se viu foi um croissant francês, delicado e ousado, que tomou conta do jogo. O tal do Payet, com seu jeito elegante, contribuiu para a abertura do placar e, em um piscar de olhos, o jogo já estava com três gols nas costas do Bahia. E pensar que o jogo nem havia completado meia hora! Só Jesus na causa!

O primeiro tempo foi um verdadeiro desastre, como um almoço de domingo em que o bacalhau estava azedo e o vinho, aguado, a torcida até se perguntava se os jogadores tinham trocado o uniforme por pijamas, tamanho era o sono que transmitiam em campo. Mas, como todo bom time, o Bahia não se entrega fácil! No segundo momento, com a entrada de Lucho e Ademir, o jogo ganhou novos ares. Era como se alguém tivesse colocado um pouco de tempero na receita: Ademir corria, lançava e, bingo! Gol de Lucho! Pelo menos agora a torcida conseguia levantar do sofá. Será que vai dar?

Mas o verdadeiro protagonista do segundo tempo foi Acevedo, nosso volante de ouro. Como é bom vê-lo em campo, como um maestro que toca uma sinfonia em meio ao caos! Se Jean Lucas era a nota desafinada da orquestra, Acevedo era o solista que fazia a torcida sonhar. A alegria durou pouco, já que Kanu continuava a achar que era volante, quando na verdade era zagueiro. O pobre rapaz parecia perdido em uma sala de aula de matemática, tentando resolver uma equação que não existia.

O Vasco, coitado, apenas assistia à cena, suplicando para que o juiz apitasse o final do jogo. Afinal, quem aguenta um time que, mesmo jogando mal, ainda tem tempo para dar uma contribuição ao placar? Ah, Cauly! Você, que insiste em ser a sombra de si mesmo, como um fantasma que não assusta ninguém. E Jean Lucas, ah, Jean Lucas! No próximo ano, é melhor ficar em casa assistindo aos jogos pela televisão.

No fim das contas, a vitória não veio, mas o Bahia ainda fez mais um e nos deixou com um gostinho de esperança, como aquele resto de bacalhau que ainda pode ser aproveitado no dia seguinte. É preciso reformular, repaginar, renovar! Para 2025, que venham bons laterais, zagueiros firmes e, claro, um técnico que, ao invés de se defender, queira conquistar o mundo, respeitando o slogan: O Bahia é o mundo.

A torcida merece mais, e que fique claro: a próxima chance pode não vir. O tempo de promessas acabou; é hora de resultados, e rápido!