Nos dias 12 e 13 de maio, Salvador será palco do lançamento da campanha nacional “Justiça Climática é Justiça Social: Defensoria Pública por um Brasil mais sustentável, justo e igualitário”. A ação é promovida pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP) em parceria com a Associação das Defensoras e Defensores Públicos da Bahia (ADEP-BA).

A iniciativa busca ampliar o debate sobre os impactos da crise climática na vida de populações vulneráveis, destacando o papel estratégico da Defensoria Pública na promoção da justiça social e ambiental. O foco da campanha é chamar atenção para os efeitos desproporcionais de eventos como secas, enchentes, incêndios e ondas de calor sobre comunidades quilombolas, indígenas e outros grupos tradicionais.
A programação do evento inclui, no dia 12, palestras e rodas de conversa em Salvador. Já no dia 13, está previsto um mutirão de atendimentos em uma comunidade da região metropolitana da capital baiana.
De acordo com Fernanda Fernandes, presidenta da ANADEP, a campanha será uma ferramenta essencial para fortalecer a visibilidade da atuação da Defensoria Pública junto a governos, parlamentares, organismos internacionais e à sociedade civil. “A presença direta de defensoras e defensores públicos nos territórios permite uma atuação diferenciada, contribuindo com a formulação de políticas públicas eficazes”, ressaltou.
Bethânia Ferreira, presidenta da ADEP-BA, destacou a importância da Bahia na escolha para sediar o lançamento. “O estado abriga uma grande diversidade de biomas e comunidades tradicionais. A justiça social passa pelo respeito ao território dessas populações, garantindo sua cultura, modo de vida e relação com a terra”, explicou.
A campanha abordará temas como o enfrentamento ao racismo ambiental, a equidade de gênero como ferramenta de proteção ecológica e a garantia de direitos dos povos originários. Também será dada atenção especial à atuação da Defensoria Pública em situações de emergência ambiental, como as enchentes no Rio Grande do Sul, os deslizamentos no Rio de Janeiro e o rompimento de barragens em Minas Gerais.
A proposta é transformar o direito em prática, promovendo acesso real à justiça e reforçando o papel da Defensoria como agente ativo na construção de um país mais justo e sustentável.



