Os professores da rede municipal de Salvador decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (16), manter a greve iniciada no dia 4 de maio. A paralisação das atividades, que já dura mais de dois meses, afeta diretamente cerca de 131 mil alunos da capital baiana.

A reunião ocorreu no Ginásio de Esportes dos Bancários, no centro da cidade, onde os docentes rejeitaram a proposta apresentada pela Prefeitura de Salvador. O acordo previa uma série de ajustes, mas foi recusado pela maioria dos presentes.
A principal reivindicação da categoria é o pagamento integral do piso nacional dos professores, atualmente fixado em R$ 4.867,77. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), a gestão municipal tem incluído bonificações no salário-base para simular o cumprimento do piso, o que, segundo os docentes, é irregular.
Além do reajuste salarial, os professores cobram melhores condições de trabalho, incluindo climatização das salas de aula, fornecimento adequado de materiais pedagógicos e valorização profissional. A prefeitura chegou a aprovar, ainda em maio, um projeto de reajuste para servidores, mas os professores afirmam que a medida não garante o pagamento correto do piso.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), Salvador possui 415 escolas e creches em sua rede municipal. A última atualização da pasta aponta que 138 unidades estão completamente paralisadas, 189 funcionam parcialmente e 79 seguem com aulas normalmente.



