Na Bahia, Lula critica deputados e diz que Congresso “defende os bilionários” ao barrar taxação de grandes fortunas

Presidente reagiu à decisão do Legislativo de não votar medida que previa aumento de impostos sobre apostas, bancos digitais e investimentos de alta renda.

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Durante agenda na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou parlamentares que votaram contra a proposta de taxação sobre grandes fortunas e investimentos de alta renda. Segundo ele, parte do Congresso Nacional estaria “jogando contra o Brasil” e “defendendo os bilionários” ao barrar a medida provisória que previa o aumento de tributos sobre setores de maior lucratividade.

“Ontem, por exemplo, foi triste, porque uma parte do Congresso votou contra a taxação que a gente queria fazer dos bilionários desse país, daqueles que ganham muito e pagam pouco. E vocês não podem ficar quietos”, declarou Lula.

O presidente afirmou ainda que o governo pretende manter a proposta de justiça tributária. “Quem ganha até R$ 5 mil não pagará mais imposto de renda nesse país. Mas quem ganha mais paga até 27,5%. Se um trabalhador pode pagar 27,5%, por que um ricaço não pode pagar 18? Ainda fizemos acordo para 12 e eles não quiseram pagar. Eles podem saber que é uma questão de dias, eles vão pagar o imposto que merecem aqui no Brasil, porque o povo trabalhador não vai deixar isso barato”, disse.

A declaração foi uma reação à decisão do Congresso Nacional de não votar a medida provisória que elevava uma série de impostos. Com o fim do prazo de vigência, a MP “caducou” na noite de quarta-feira (7), o que representa perdas imediatas de arrecadação para o governo federal.

Entre os pontos da proposta estavam o aumento de tributos sobre casas de apostas (bets), fintechs, investimentos de renda fixa (LCI e LCA) e juros sobre capital próprio (JCP). A MP também previa mudanças no Imposto de Renda de investimentos, limitação de compensações e inclusão do programa Pé-de-Meia no piso da educação.

Com a derrubada da medida, o governo estuda alternativas para recompor a arrecadação e garantir equilíbrio fiscal, uma das prioridades da equipe econômica.