Corpo de Ana Carolina será enterrado no domingo

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O corpo da menina Ana Carolina Flor dos Santos, de 6 anos, será enterrado às 14h do domingo, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. A mãe da menina, Marta Vieira Flor, de 31 anos, deu à luz um menino nesta sexta-feira, e recebeu alta da maternidade ainda neste sábado. Segundo a família, a mãe, que inicialmente não sabia sobre o crime, só foi informada da notícia nesta tarde, quando chegou em casa, após ser liberada do hospital.

— Ela só chora — diz o tio da menina, Marcelo Leandro Flor, de 33 anos.

De acordo com Marcelo, Marta não deve ir ao enterro, já que acabou de ter um bebê. Mais cedo, a família chegou a pensar em realizar o sepultamento neste sábado, mesmo sem a presença da mãe da criança, para poupá-la do sofrimento. No domingo, um ônibus levará os familiares de Vaz Lobo para a cerimônia.

O corpo de Ana Carolina foi liberado do IML na tarde deste sábado. Ela foi encontrada morta na tarde desta sexta-feira, na Avenida Martin Luther King, em Vicente de Carvalho. A menina estava desaparecida desde o último sábado, 26 de março, quando foi levada da frente da casa da avó, em Vaz Lobo, também na Zona Norte do Rio.

Segundo a Polícia Civil, Alfredo Santos de Oliveira, de 53 anos, preso na última quinta-feira, confessou o crime e indicou onde teria ocultado o corpo.

De acordo com o tio e padrinho, Gerson Alves Leandro, ele morava na região há muito tempo:

— Ele era vizinho há 50 anos da família. Quando deu 16h, 16h30, ele pegou a minha sobrinha. Um monstro desse tem que ficar na prisão perpétua. Ninguém acredita que ele fez isso.

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Mais cedo, quando esperava o corpo ser liberado no IML, a tia da menina Ana Lúcia, que está no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, disse que Alfredo sempre se aproximava das crianças:

— Os familiares estão todos unidos, porque está muito difícil. Ele oferecia bala, doce. Sempre rodeado de criança.

Pedreiro disse que guardou o corpo em geladeira

A Polícia Civil informou, em nota, que a Delegada de Polícia Elen Souto, titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Alfredo Santos de Oliveira foi novamente ouvido. O pedreiro confirmou que saiu com a criança de mãos dadas da Rua Leri e que disse à vítima que iriam comprar doces juntos.

Segundo Alfredo, ele e a menina seguiram até um bar localizado na comunidade do Sapê, de onde seguiu com a menina para um local ermo e golpeou a vítima na cabeça, matando-a.

Durante a noite do último sábado, o assassino então pegou o corpo da criança e o levado para o imóvel em Vicente de Carvalho que ele detinha as chaves. Ele disse que manteve o corpo da menina na geladeira até a terça-feira à noite, quando o colocou em uma carrinho de feira e o levou até o local em que foi encontrado, um bueiro na Av. Pastor Martin Luther King, em Vicente de Carvalho.

Alfredo disse não ter abusado sexualmente da criança. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e a unidade aguarda laudo de necropsia. As investigações continuam em andamento e ele vai responder por homicídio duplamente qualificado pelo motivo fútil e pela impossibilidade de defesa da vítima, bem como ocultação de cadáver. (ExtraGlobo)