Um dos investigados no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 16 anos do Rio de Janeiro, Raí de Souza afirmou, em depoimento à polícia, que a vítima estava “errada” em ir à comunidade onde sofreu abuso sexual, na Zona Oeste do Rio.
“Ali era o lugar dos traficantes, nem era o lugar dela. Errada era ela de estar ali, Deus me livre”, afirmou o jovem de 20 anos, em vídeo obtido pelo G1. No celular dele, foram encontradas as principais provas do crime, inclusive um vídeo em que a jovem tenta resistir às agressões.
A princípio, o suspeito havia afirmou que havia destruído o aparelho celular. No entanto, após mandado de busca e apreensão, agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima localizaram o aparelho em Madureira, com um colega do investigado.
Os policiais acharam o celular depois de descobrirem que um dos amigos de Raí tinha uma foto com o jogador de futebol Lucas Perdomo, solto na última sexta-feira (3) por falta de provas, e Raí, com as mesmas roupas com as quais ambos foram presos em 30 de maio. A polícia investiga se as imagens encontradas no aparelho podem indiciar Raí por envolvimento com tráfico de drogas.
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