Marca de móveis decide abolir termo ‘criado-mudo’ de seu catálogo por considerar racista

A rede de móveis e de objetos de decoração Etna anunciou que vai abolir o termo “criado-mudo” de seu catálogo e de todas as suas lojas.

Em campanha lançada na quarta-feira (20), no Dia da Consciência Negra, a empresa explica que o termo é racista e defende que o móvel seja chamado apenas de “mesa de cabeceira”.

“Sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir”, afirma a Etna.

Segundo a rede, é preciso abolir o termo porque, apesar de muitas pessoas não saberem, o nome do móvel remete ao período da escravidão no Brasil, quando alguns homens e mulheres passavam dia e noite imóveis ao lado da cama para atender aos “senhores”.

“Um dia, surgiu a ideia de uma pequena mesinha para ficar ao lado da cama, usada basicamente para apoiar objetos. Esse móvel exercia a mesma função do escravo doméstico e foi chamado de criado. Então, para não confundir os dois, passaram a chamar o móvel de criado-mudo”, diz o texto da página criada em seu site para divulgar a ação.

Confira aqui o vídeo produzido pela Etna para divulgar a campanha #criadomudonucamais

 Etna diz que irá abolir o nome “criado-mudo” de todas as suas lojas, virtual e físicas. — Foto: Reprodução/Facebook

Etna diz que irá abolir o nome “criado-mudo” de todas as suas lojas, virtual e físicas. — Foto: Reprodução/Facebook

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