
O Ministério Público de São Paulo está investigando como homicídio as nove mortes ocorridas no domingo (1º) em um baile funk na favela de Paraisópolis, na zona sul da capital.
Os nove jovens, com idades entre 14 e 23 anos, teriam morrido pisoteados após uma intervenção da Polícia Militar no local. Familiares das vítimas e participantes do baile, no entanto, contestam essa versão.
“Designei a promotora do júri para fazer a apuração a respeito dos homicídios que ocorreram em Paraisópolis”, disse na terça (3) o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, segundo o jornal Agora São Paulo. “Ela [a promotora] vai acompanhar as investigações.”
Em depoimento, seis policiais militares, que foram afastados dos serviços de rua, disseram que perseguiam dois suspeitos em uma motocicleta.
Segundo eles, a pessoa na garupa teria atirado contra os PMs e provocado pânico —o baile reunia cerca de 5.000 pessoas. Frequentadores, porém, negam os tiros e disseram que foram encurralados.
O procurador evitou apontar excessos da PM na ação. “Ninguém gosta de nove mortes; agora, a forma de lidar com isso é fazer uma apuração dos fatos”, afirmou.
A apuração, que deve durar 30 dias, será conduzida pela promotora Soraia Bicudo Simões, do 1º Tribunal do Júri.
*Bahia.Ba



