IML do RJ informa à Justiça que corpo do miliciano Adriano está apodrecendo

Um documento enviado pelo Instituto Médico Legal (IML) à Justiça do Rio alertou para as más condições do cadáver do miliciano Adriano da Nóbrega Magalhães,morto em confronto com a polícia, no domingo (9) na cidade de Esplanada, no interior da Bahia.

Segundo informações do G1, um ofício foi emitido pelo IML do Rio de Janeiro e assinado pela perita legista Luciana Lima na segunda-feira (17). No texto manuscrito, ela diz que o o corpo já deu entrada, vindo da Bahia, “após iniciados os fenômenos de putrefação”, já que “o óbito ocorreu há mais de uma semana”.

Ainda de cordo com informações, o IML também explica que “não dispõe de câmaras de congelamento de corpos” e que, por isso, é possível fazer apenas a refrigeração dos corpos, de forma a retardar a possível decomposição, mas não evitá-la totalmente. Na terça-feira (18), a Justiça baiana determinou um novo exame no corpo. A decisão ocorreu depois um pedido feito pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo o Órgão, o objetivo é esclarecer dados até o momento obscuros, entre eles, a trajetória dos tiros.  Até esta quarta-feira (19), o novo exame não havia sido realizada.

A Justiça do Rio proibiu a cremação do corpo do miliciano. O pedido de cremação havia sido feito pela família do ex-policial,  para cremar qualquer corpo de morto por causas violentas é necessária autorização judicial.