Após crise na energia, Barroso decide suspender eleições em Macapá

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, decidiu nesta quarta-feira (11) suspender as eleições municipais em Macapá, no Amapá. Ao todo, 13 municípios do estado – incluindo Macapá – ainda sofrem com problemas de fornecimento de energia.

A suspensão vai a referendo do plenário às 10h desta quinta, no TSE, para que os ministros decidam se mantêm a decisão do Barroso.

Mais cedo, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) enviou um ofício ao TSE no qual pediu que as eleições municipais em Macapá, fossem adiadas. O primeiro turno está marcado para este domingo (15).

No ofício, o TRE argumentou que o adiamento deve se dar “até o restabelecimento regular da energia elétrica” no município. O estado enfrenta uma crise no abastecimento de energia elétrica desde a semana passada. Municípios da região ficaram totalmente sem energia após um incêndio ter atingido a principal subestação do estado. No sábado, bairros de duas cidades começaram a ter eletricidade novamente.

Ainda nesta quarta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), irmão de um dos candidatos a prefeito de Macapá, ligou para o ministro Luís Roberto Barroso e afirmou que a situação na capital do Amapá estava difícil por conta do apagão.

“No caso em exame, parece fora de dúvida que os riscos apontados pela autoridades competentes justificam o adiamento das eleições para data em que o exercício do voto possa se dar em ambiente de segurança e tranquilidade. Isso porque a situação descrita no Ofício no 2068 / 2020 – TRE-AP/PRES/ASPRES demonstra que fatos extraordinários e imprevisíveis tornaram inviável a realização de eleições em Macapá, já que ainda não foi restabelecido o regular fornecimento de eletricidade no Município e o efetivo da Polícia Militar não se mostra suficiente para garantir a segurança dos eleitores”, disse Barroso.

“Nesse contexto, não é legítimo exigir que a população de Macapá seja submetida ao sacrifício extremo de ser obrigada a comparecer às urnas em situação de calamidade pública, reconhecida por decreto municipal, e, ainda, de risco à segurança, informado pelo TRE/AP, para apenas depois ser possível à Justiça Eleitoral remarcar a data da votação”, acrescentou o presidente do TSE.

*CNN