‘Mãe, quando vou ficar branco?’ questiona menino de 5 anos que sofreu ataques racistas na escola

menino sofre ataques racistas na escola

Viralizou nas redes sociais um vídeo de uma mãe tentando consolar  o filho de apenas cinco anos após o mesmo sofrer ataques racistas na escola, em São Paulo.

Em uma sequência de stories publicada na última sexta-feira (16), ela compartilhou imagens de Mathew chorando e relatando ser chamado de “cocô” pelos colegas por causa da cor de sua pele.

“Foi a coisa mais dolorosa de ouvir. Eu senti meu coração dilacerar e partir em pedacinhos. Sofri e chorei com ele. Peço a todos que tomem conta do mental de seus filhos pretos e não permitam que machuquem e nem permitam que eles façam seus filhos acharem que é feio por ser marrom! Ele tem 5 anos e já sofre o peso da cor… Não passarão…”, desabafou a mãe.

No vídeo a mãe conversa, com muito carinho e cuidado, com ele, reforçando a autoestima do filho.  “Você não precisa ser branquinho. Você nasceu pretinho e lindo”, consola a mãe. Ao fazer o post, Claudete destacou que outras crianças, a exemplo do filho, sofrem cotidianamente ataques racistas.

“Crianças em contextos de desigualdades são vítimas do racismo nas escolas, nas ruas, nos hospitais ou aldeias e, às vezes, dentro de suas famílias, deparando-se constantemente com situações de discriminação, de preconceito ou segregação”,  escreveu.
Ela lembrou o quanto o racismo é danoso e prejudicial à saúde das crianças negras. “Afirma-se que o preconceito sofrido na infância pode causar impactos sérios no desenvolvimento infantil, já que quando os sistemas de resposta ao estresse das crianças permanecem ativados em níveis elevados por longos períodos, isso pode ter um efeito significativo de desgaste no cérebro em desenvolvimento e em outros sistemas biológicos.”
A estilista ressaltou ainda os impactos do racismo na aprendizagem, no comportamento e na saúde física e mental de crianças. Por fim, reforçou que cabe à escola a função de combate ao racismo, além de trabalhar com questões de autoestima, aceitação e respeito às diferenças.
Com informações: G1 e Estado de Minas
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