Bióloga pernambucana foi condenada por danos morais coletivos.

Após fingir ter autismo para não usar máscara de proteção contra covid-19 dentro de um shopping no Recife, a bióloga Nathasha Thaise Borges Silva pagará R$ 8 mil por danos morais coletivos. Na época do ocorrido, o uso do item era obrigatório segundo decreto estadual. As informações são do Correio 24 horas.
Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), além de burlar a regra sanitária e fingir ser autista, a bióloga publicou o relato em seu perfil nas redes sociais ensinando a prática.
Ainda conforme o MPPE a quantia de R$8 mil, da multa, será repassada a duas instituições de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, indicadas pela Sociedade Civil: a Associação Mães e Anjos Azuis e Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down.
No vídeo, a mulher se retrata pela atitude. “Fingir ter uma deficiência e burlar a lei em benefício próprio não é algo que eu deveria ter feito”, afirma.
“Eu jamais deveria ter me passado por uma pessoa autista para banalizar o uso da máscara dentro de um shopping ou tampouco fazer piada com a condição do autismo e o que ele representa. Eu não consigo mensurar a dor que causei às pessoas com autismo e suas famílias. Publicamente, peço desculpas pelo meu comportamento”, completou Natasha.
“A celebração do Termo teve como objetivo a reparação e não repetição dos danos coletivos perpetrados por Natasha Thaise Borges Silva, quanto a gravação e veiculação de vídeo em seu perfil pessoal na rede social Instagram com teor ofensivo à honra das pessoas com deficiência, notadamente as com transtorno de espectro autista”, explicou o promotor de Justiça Westei Conde y Martin Júnior, no texto do TAC.
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