Chamado de covarde por apoiadores pró-golpe, Bolsonaro se defende: ‘Se coloque no meu lugar’

 

Foto: reprodução/Twitter

Chamado de covarde por apoiadores que pedem ruptura institucional para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) se defendeu em sua última live antes de deixar a Presidência da República. As informações são do Bahia.ba.

“Se você está chateado, tá constrangido, se coloque no meu lugar”, pregou o ainda chefe do Executivo, nesta sexta-feira (30). “Quantas vezes me pergunto onde errei, o que poderia ter feito melhor. tenho convicção que dei o melhor de mim”, acrescentou o mandatário, que diz que “deu sangue” e citou sacrifícios de quem está ao seu lado, “em especial”, da primeira-dama Michelle.

“Vocês também sofreram, sofrem agora… Alguns devem estar me criticando,[dizendo] ‘devia ter feito isso, feito aquilo’. Vocês podem até ter razão, mas não posso fazer algo que não seja bem feito, [para que] os efeitos colaterais não sejam danosos demais”, alegou Bolsonaro, que negou ter planejado golpe e argumentou que necessitaria de apoio de outras instituições para empreender alguma medida para sua manutenção no poder, lembrando que qualquer movimentação teria consequências internacionais.

“Em nenhum momento fui procurado para fazer nada de errado, violentando seja o que for. Eu entendo que fiz a minha parte e estou fazendo a minha parte dentro das quatro linhas. Agora, certas medidas têm que ter apoio do parlamento, alguns do supremo, outros órgãos, outras instituições”, disse ele, ao apontar responsabilidade de outros entes pelo atual cenário político. “Não pode acusar apenas algum lado ou a mim”, destacou, o presidente, que diz ter buscado “alternativa”, mas não teve êxito.

Além de se defender, Jair Bolsonaro (PL) também aproveitou para tranquilizar seus apoiadores e se colocar como liderança de oposição ao governo Lula. “O Brasil não vai se acabar em 1º de janeiro”, afirmou, acrescentando que “não tem tudo ou nada” e defendendo “inteligência”.

Após seu longo período de reclusão e as escassas aparições em público, nas quais chorou, ele disse que “tem muita gente que está criando um clima de tristeza, quase de velório”, mas ponderou que a direita permanece forte ao citar a próxima legislatura, com um “parlamento mais conservador, mais de direita, menos dependente do poder Executivo”.

 

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