
“QUE ao retomar ao Brasil entregou os U$ 18 mil ao ex-Presidente JAIR BOLSONARO; QUE apenas retirou os custos que teve com passagem aérea e aluguel do veículo; QUE o COLABORADOR ajustou com seu pai, General MAURO CESAR LOURENA CID, que o saque dos U$ 68 mil ocorreria de forma fracionada e entregue à medida que alguém conhecido viajasse dos Estados Unidos ao Brasil; QUE o dinheiro seria entregue sempre em espécie de forma a evitar que circulasse no sistema bancário normal”, diz a delação.
O tenente-coronel também revelou que, no dia 30 de dezembro, o ex-presidente levou para Miami uma mala contendo duas esculturas douradas e um kit de ouro rosé, o qual foi recebido pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante uma visita à Arábia Saudita. Segundo Cid, o ex-presidente também solicitou a venda desses itens.
“QUE no mês de dezembro de 2022, o então Presidente JAIR BOLSONARO entregou uma mala para o COLABORADOR contendo duas esculturas douradas, de um barco e uma palmeira, e o kit de ouro rosé (recebido pelo então Ministro de Minas e Energia BENTO ALBUQUERQUE quando de sua visita a Arábia Saudita pelas autoridades desse país); QUE o ex-Presidente JAIR BOLSONARO indagou ao COLABORADOR se poderia vender todos os referidos bens que estavam na mala; QUE o COLABORADOR concordou em verificar a possibilidade de venda dos referidos bens; QUE ainda no Brasil, o COLABORADOR realizou as cotações para vender as joias que compunham o denominado kit de ouro rosé; QUE a mala contendo os bens foi embarcada no avião presidencial, no dia 30 de dezembro de 2023, juntamente com o ex-Presidente e sua comitiva, com destino aos Estados Unidos”, diz o documento.
Após o TCU (Tribunal de Contas da União) determinar a devolução dos itens ao acervo presidencial, foi organizada uma operação para que aliados do ex-presidente viajassem aos Estados Unidos com o objetivo de readquirir os produtos.


